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EPIDEMIA DE DIAGNÓSTICOS
O jornal The New York Times publicou uma matéria assinada pelos jornalistas Gilbert Welch, Lisa Schwartz e Steven Woloshin intitulada epidemic of diagnoses (epidemia de diagnósticos) . O  artigo começa com os jornalistas dizendo textualmente que “ a maior ameaça a saúde apresentada pela medicina americana é o fato de cada vez mais estar afundando não numa epidemia de doenças, mas sim numa epidemia de diagnósticos”. Eles mostram que tal epidemia tem graves e nocivos desdobramentos. O primeiro é o que eles  chamam de medicalização da vida cotidiana. Na matéria  dizem que “a maioria de nós passa por sensações físicas ou psicológicas desagradáveis que, no passado, eram consideradas como parte da vida. Se uma criança tossir depois de fazer exercícios, ela tem asma. Se tiver problemas com leitura, é disléxica. Se estiver infeliz, tem depressão. Se alternar entre euforia e tristeza, tem distúrbio bipolar.”. O segundo desdobramento é o que eles consideraram como uma tendência dedescobrir doenças o quanto antes. Os jornalistas afirmam que “diagnósticos que eram usualmente restritos a moléstias graves, hoje são diagnosticados em pessoas que absolutamente não apresentam sintomas, os famosos grupos de risco e as pessoas com predisposição. Isso se dá graças a avançada tecnologia que torna possível qualquer diagnóstico em qualquer pessoa: artrite em pessoas sem dores nas juntas, úlcera em pessoas sem dores no estômago e câncer de próstata em milhões de pessoas que, não fosse pelos exames, viveriam da mesma forma e sem serem consideradas pacientes com câncer”.
O principal desdobramento da epidemia de diagnósticos, é o que os jornalistas intitulam de epidemia de tratamentos. Aqui eles mostram que “nem todos os tratamentos têm reais benefícios, mas quase todos podem ter reais prejuízos”. Finalizando o artigo os autores revelam que por trás  da epidemia de diagnósticos existe um grande interesse , pois “ mais diagnósticos significa mais dinheiro para a indústria farmacêutica, planos de saúde, hospitais, e médicos”.
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